A manutenção do tarifaço de 50% dos Estados Unidos sobre produtos agropecuários brasileiros pode gerar impacto negativo de US$ 2,7 bilhões na balança comercial em 2026, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O valor é equivalente a 22% das exportações agropecuárias brasileiras aos Estados Unidos, tendo como base o total exportado no ano passado, anteriormente ao tarifaço.
No acumulado do ano, em virtude do tarifaço, as exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos recuaram 4% até novembro. “De janeiro a julho, houve uma alta de 20% em valor exportado para os EUA e depois de agosto a novembro uma redução de 38%. Houve uma antecipação muito grande dos embarques até agosto e isso acabou compensando a redução de exportações para o mercado americano, de agosto até novembro”, apontou Mori.
A diretora destacou ainda que houve redirecionamento das exportações do agronegócio para outros países, que ajudaram a minimizar os impactos negativos da redução dos embarques aos Estados Unidos. “A China comprou US$ 148 milhões mais de café verde. A União Europeia também comprou mais café. China e México cresceram na compra de carne bovina. Esse movimento acabou compensando as perdas do setor”, observou.
Para 2026, segundo a diretora, o principal movimento a ser acompanhado é o impacto dos acordos negociados pelos Estados Unidos com outros países fornecedores de produtos agropecuários sobre a pauta exportadora brasileira.



